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O final da temporada 2025/26 da Série A italiana reservou uma lição de humildade para dois dos maiores nomes do futebol europeu. Milan e Juventus, historicamente acostumados a dominar o cenário nacional, ficaram fora da Champions League pela última rodada — um desfecho que surpreendeu muitos, mas que reflete fielmente o desempenho irregular de ambos ao longo da campanha.
O Milan teve um caso peculiar. O time rossonero passou praticamente todo o campeonato entre os quatro primeiros colocados, chegando até a sonhar com a liderança nos estágios iniciais. Sob o comando de Massimiliano Allegri, porém, o Rubro-Negro nunca conseguiu emplacar uma sequência consistente. O futebol apresentado era previsível, burocrático — aquele tipo de jogo que funciona por alguns meses, mas inevitavelmente desmorona quando as exigências aumentam.
Já a Juventus começou a se complicar antes da reta final. A derrota em casa para a Fiorentina na 37ª rodada foi o baque que a colocou à beira do precipício. Na última rodada, mesmo abrindo 2 a 0 contra o Torino, a Velha Senhora não conseguiu suportar a pressão e viu o rival empatar — um cenário simbólico de um time que prometia muito e entregou pouco.
É justo que ambas disputem a Liga Europa em 2026/27. Essa é a realidade de quem não entrega na hora certa. A Série A italiana merecia times mais consistentes e competitivos no topo. Outros clubes, evidentemente, fizeram suas tarefas de casa com melhor qualidade e, portanto, conquistaram legitimamente seus lugares na principal competição europeia.
O que fica como lição? Em futebol, legado não basta. Juventus e Milan precisam urgentemente de reconstrução, não apenas de nomes estrelados no elenco. A queda para a Liga Europa pode ser exatamente o incômodo necessário para que esses gigantes retomem o caminho do sucesso — ou enfrentem uma nova era onde deixaram de dominar.
Fonte: Trivela
