Foto: Walter Medina Foto / Pexels
A história se repete na seleção inglesa, mas desta vez com um gosto ainda mais amargo. Assim como aconteceu em 2018, a Inglaterra começou na frente do placar contra a Argentina em uma semifinal de Copa do Mundo, recuou taticamente e viu a virada acontecer. O resultado? Mais uma decepção para os torcedores dos Três Leões.
O que chama atenção não é apenas a eliminação em si, mas as escolhas estratégicas que levaram a ela. Thomas Tuchel, contratado no início de 2025 como a grande solução da Football Association para quebrar uma maldição que dura 60 anos – desde o único título mundial em 1966 – optou por abandonar a posse de bola nos momentos decisivos. A mesma receita do fracasso que Gareth Southgate já havia testado.
Para Jamie Carragher, ídolo do Liverpool e respeitada voz do jornalismo esportivo, o alemão cometeu um equívoco ainda maior que seu antecessor. “Tuchel fez uma besteira maior do que Southgate”, disparou o ex-defensor, ressaltando que a repetição do mesmo padrão de jogo fracassado é sintomática de um problema estrutural na Inglaterra.
A questão vai além da tática: expõe uma fragilidade mental que parece assombrar a equipe em momentos cruciais. Quando o adversário aperta, a Inglaterra se encolhe. Quando tem controle, abdica dele voluntariamente. É um ciclo destrutivo que frustra técnicos e jogadores.
O verdadeiro fracasso inglês não é apenas perder semifinais – é a incapacidade de aprender com erros óbvios. Southgate já havia mostrado que recuar não funciona. Tuchel, com toda sua experiência europeia, cometeu o mesmo pecado. A pergunta que fica é: quando a Inglaterra finalmente entenderá que o caminho para vencer passa por manter a integridade tática e a confiança no seu potencial?
Por enquanto, os Três Leões seguem sendo especialistas em promessas não cumpridas.
Fonte: Trivela
