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Thomas Tuchel chegou à seleção inglesa com promessas de revolução. O técnico alemão, experiente em competições de alto nível, seria aquele capaz de finalmente quebrar o jejum de títulos da Inglaterra desde 1966. Mas a derrota para a Argentina nas Eliminatórias para a Copa do Mundo deixou uma questão incômoda no ar: será que algo realmente mudou desde a era Gareth Southgate?
Durante a gestão de Southgate, que durou seis anos, os ingleses chegaram a duas finais de Eurocopas consecutivas (2020 e 2024), mas não conseguiram vencer nenhuma delas. O técnico anterior foi criticado por sua abordagem tática conservadora e pela dificuldade em converter oportunidades claras em gols. Apesar dos investimentos gigantescos no elenco, com nomes como Harry Kane, Bukayo Saka e Jude Bellingham, a Inglaterra continuava tropeçando nos momentos decisivos.
Agora, com Tuchel no comando, esperava-se uma mudança de padrão. O alemão tem histórico vencedor em seus currículos anteriores e prometia um futebol mais ofensivo e dinâmico. Contudo, a derrota contra os argentinos reavivou velhos fantasmas. A equipe lutou para criar chances e, quando conseguiu, não finalizou com eficiência — um problema crônico da seleção inglesa nos últimos anos.
O que se vê é um paradoxo: mudou o técnico, mas o padrão de performances decepcionantes em partidas importantes permanece. Isso levanta questões sobre fatores além da comissão técnica. Será que há limitações no próprio elenco? Questões mentais? Deficiências táticas estruturais que vão além de quem está no banco de reservas?
A verdade é que ganhar títulos com a Inglaterra nunca foi tarefa fácil, mesmo com gerações repletas de talentos. Tuchel tem trabalho árduo pela frente para provar que sua chegada representa uma ruptura real e não apenas uma mudança de rostos no comando.
Fonte: BBC Sport Football
