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Apesar do desempenho abaixo das expectativas da seleção masculina americana na última Copa do Mundo, Don Garber, comissário da Major League Soccer, mantém otimismo quanto ao potencial dos Estados Unidos como polo de desenvolvimento do futebol global.
Em declaração recente, Garber reafirmou que o país segue sendo um “mercado de ouro” para a modalidade, sinalizando que o futebol continua em expansão no território norte-americano, independentemente dos resultados pontuais em competições internacionais.
A percepção do executivo reflete uma realidade mais ampla: os EUA investem pesadamente na profissionalização do esporte, com a MLS atraindo craques consagrados e consolidando infraestrutura de qualidade. O país tem demonstrado capacidade de monetizar o futebol de formas distintas, seja através de audiências crescentes, patrocínios milionários ou desenvolvimento de talentos locais.
Embora a seleção dos EUA não tenha conquistado resultados memoráveis na Copa, a organização de competições de peso e a modernização dos estádios colocam o país em posição privilegiada no cenário internacional. A próxima edição da Copa do Mundo em 2026, que será co-sediada pelos EUA, México e Canadá, promete ser um catalisador ainda maior para esse crescimento.
A fala de Garber sugere que a MLS e as entidades de futebol americanas veem além das questões imediatas de desempenho competitivo. O foco está no fortalecimento estrutural, atração de investimentos internacionais e consolidação de uma cultura futebolística que ainda caminha para sua maturidade no país.
Para especialistas, essa visão de longo prazo é essencial. Enquanto a seleção trabalha em seu desenvolvimento, a liga profissional segue como motor de crescimento, viabilizando salários competitivos e atraindo atenção de dirigentes de clubs europeus. O mercado americano, portanto, continua sendo um destino cobiçado por quem enxerga rentabilidade e potencial no futebol do século XXI.
Fonte: Folha Esporte
