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A Argentina segue avançando na Copa do Mundo, mas está longe de convencer. Após mais uma vitória sofrida, desta vez contra a Suíça na prorrogação (3 a 1), o técnico Lionel Scaloni foi honesto em suas declarações — talvez até demais para quem segue lutando por um título.
Este já é o terceiro jogo consecutivo em que a seleção albiceleste passa mais apuros do que o esperado. Depois de sufocante contra Cabo Verde nas oitavas e Egito nas quartas, a Suíça novamente colocou a Argentina contra a parede, forçando o confronto até a prorrogação. O padrão é claro: quando o jogo deveria ser controlado, a equipe se vê obrigada a lutar pela sobrevivência.
Scaloni não fechou os olhos para a realidade. Na coletiva pós-jogo, o técnico assumiu publicamente aquilo que qualquer analista pode ver: as vitórias estão encobrindo uma atuação fraca. “Precisamos ser realistas. Há muitos aspectos do nosso jogo que precisam melhorar. Às vezes, a vitória pode esconder esses detalhes, mas sabemos que eles existem”, comentou.
Eis o paradoxo: se Scaloni reconhece os problemas, por que não os corrige? A contradição entre o discurso e a ação fica evidente quando, apesar de admitir as falhas, ele segue com uma estratégia que claramente não funciona contra adversários mais organizados.
Com a semifinal contra a Inglaterra chegando — um duelo de gigantes marcado para quarta-feira (15) — Scaloni tem pela frente seu maior teste. A Inglaterra não é Suíça, Egito ou Cabo Verde. Os ingleses explorarão qualquer fragilidade com precisão cirúrgica.
A Argentina precisa sair do modo “vitória por inércia” e voltar a jogar com a solidez que a caracterizou em outros momentos. Caso contrário, as palavras honestas de Scaloni podem virar epitáfio de uma campanha que começou promissora e está se tornando cada vez mais frágil.
Fonte: Trivela
