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A eliminação de Portugal na Copa do Mundo ainda gera repercussões. Após a derrota para a Espanha nas oitavas de final, na segunda-feira (6), as críticas não demoraram a chegar — e, como de costume, Cristiano Ronaldo virou o principal alvo dos questionamentos.
Mesmo com uma campanha abaixo do esperado envolvendo diversos jogadores do time de Roberto Martínez, a culpa foi depositada nos ombros do craque português. Mas nem todos concordam com essa narrativa. Rio Ferdinand, lenda do Manchester United e ex-companheiro de CR7, saiu em defesa do astro, argumentando que as pessoas têm memória curta quando o assunto é avaliar o desempenho de Ronaldo.
Aos 41 anos, Cristiano disputou seu sexto Mundial e deixou sua marca mais uma vez. Mesmo com uma campanha portuguesa decepcionante, o português marcou três gols em cinco partidas, estabelecendo novos recordes históricos. Ele se tornou o primeiro jogador a marcar em seis Copas do Mundo diferentes, o mais velho a anotar gols em fase de mata-mata e consolidou-se como maior artilheiro português em Copas, com 11 tentos no total.
As estatísticas de Ronaldo na competição foram regulares, especialmente considerando sua idade avançada. Porém, o desempenho dentro de campo não correspondeu às expectativas criadas no imaginário coletivo — aquele Cristiano que carrega sete Bolas de Ouro nas costas merecia mais protagonismo, segundo diversos analistas.
A discussão levanta questões importantes sobre como avaliamos ídolos no final de suas carreiras. Será justo responsabilizar um único jogador pelo fracasso coletivo? Ferdinand parece sugerir que não, lembrando que Ronaldo segue quebrando barreiras aos 41 anos, algo praticamente inédito no futebol de alto nível.
Portugal volta a casa com a missão de se reconstruir, enquanto Cristiano segue escrevendo sua própria história — mesmo que o final não seja mais tão luminoso quanto outrora.
Fonte: Trivela
