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Quatro anos separam aquele Marrocos improvável de 2022 do time que chega à Copa do Mundo de 2026. Mas a trajetória entre esses dois momentos mostra uma seleção que evoluiu muito além daquele surpresa que marcou época.
Quando os marroquinos eliminaram Espanha e Portugal em sequência em 2022, o mundo do futebol assistiu atordoado. Uma nação africana na semifinal do Mundial não era apenas um resultado inesperado — era quase uma utopia para quem acompanhava a competição. O desempenho foi celebrado como um dos maiores feitos da história da Copa, levantando questionamentos sobre tudo que se acreditava possível nesta competição.
Porém, o grupo dirigido agora chega diferente. Nesses quatro anos, Marrocos consolidou uma geração de jogadores que já provou seu potencial em palcos europeus de elite. A experiência de 2022 deixou marcas, lições e, principalmente, a certeza de que aquele não foi um acaso, mas sim o resultado de um trabalho estruturado.
O reencontro com a França — que eliminou Marrocos em 2022 e seguiu até a final — assume contornos completamente distintos agora. Os marroquinos chegam como uma força reconhecida, com bagagem de experiência acumulada e jogadores em seu auge nas principais ligas do continente europeu. Não será mais a surpresa que todos querem eliminar, mas sim um adversário respeitado e temido.
A diferença está na consolidação. Se em 2022 Marrocos era um meteoro, em 2026 é um planeta em órbita fixa no futebol mundial. A seleção compreendeu que pode competir no mais alto nível e construiu seu elenco com essa mentalidade.
Este reencontro com os franceses não será uma revanche celebrada por um acaso improvável, mas sim um confronto entre duas equipes que se entendem como potências. E para Marrocos, isso significa tudo.
Fonte: Folha Esporte
