Foto: Renan Braz / Pexels
A Argentina está longe de ser aquela seleção dominante que conquistou o mundo. Depois de passar com tranquilidade pela fase de grupos, a campeã mundial voltou a sofrer nas oitavas de final, desta vez contra o Egito, nesta terça-feira (7), no Estádio de Atlanta, na Geórgia.
O placar de 3 a 2 para os argentinos esconde uma realidade incômoda: a equipe de Lionel Scaloni segue extremamente dependente de Lionel Messi e apresenta um rendimento claramente inferior ao das outras favoritas da competição. A comparação com a França, por exemplo, é frustrante para qualquer torcedor argentino que sonha com um bicampeonato.
Porém, existe um aspecto que não pode ser ignorado: a garra. Mesmo sofrendo contra adversários que teoricamente seriam mais fracos, como Cabo Verde e Egito, a Argentina mostrou que possui aquela vontade que faz diferença no futebol. A virada nesta terça-feira marca a primeira vez que a seleção argentina consegue se recuperar de uma desvantagem no primeiro tempo em uma Copa do Mundo.
O fato é que Messi continua sendo o fiel depositário das esperanças argentinas. Sem o craque, a equipe se vê obrigada a sofrer bem mais do que o esperado. É uma situação delicada para quem almeja brigar pelo título.
A classificação está garantida, mas as preocupações permanecem. Se a Argentina quer realmente competir com as grandes favoritas nas próximas fases, precisará mostrar mais qualidade técnica e tática, não apenas força de vontade. A semifinal chegará em breve, e contra adversários de primeira grandeza, garra sozinha não será suficiente.
Por enquanto, porém, a Argentina segue viva na competição. E com Messi em campo, nunca se deve desistir.
Fonte: Trivela
