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Luiz Henrique chegou à Copa do Mundo de 2022 como um dos nomes mais cotados do ataque brasileiro. Sob o comando de Carlo Ancelotti, o atacante havia acumulado uma considerável quantidade de minutos em campo durante todo o ciclo preparatório para o torneio. Ao lado de Raphinha e Vinícius Júnior, que brilhavam em Barcelona e Real Madrid respectivamente, o jogador era tido como uma das certezas da Seleção nos Estados Unidos.
A realidade, porém, foi completamente diferente. Luiz Henrique entrou em campo por apenas 40 minutos durante toda a competição, precisamente no jogo de estreia contra Marrocos. Enquanto isso, praticamente todos os demais atacantes convocados conseguiram mais espaço nas decisões táticas de Ancelotti.
O contraste é impressionante quando observamos o destino de outros jogadores. Igor Thiago, que havia perdido minutos preciosos após uma sequência de amistosos positivos, foi escalado como titular na estreia. Até Neymar, afastado dos primeiros dias do Mundial por lesão, recebeu chances significativas nas partidas contra Escócia e, principalmente, na eliminatória contra a Noruega.
O cenário deixa em aberto uma série de questionamentos sobre as escolhas técnicas de Ancelotti. Por que um jogador que havia sido peça fundamental no planejamento da Seleção foi praticamente descartado assim que a competição começou? Seria uma questão tática? Uma perda de confiança repentina? Ou simplesmente a preferência do treinador por outras opções que se mostraram mais produtivas?
O fato é que Luiz Henrique se viu reduzido a um mero expectador de um projeto que, teoricamente, havia sido construído com sua participação. Uma trajetória que exemplifica como o futebol pode ser imprevisível e como as convocações para grandes torneios nem sempre refletem a importância real que um atleta terá em campo.
Fonte: Trivela
