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A Copa do Mundo de 2026 reservou uma surpresa amarga para os três países-sede do torneio. Estados Unidos, Canadá e México não conseguiram avançar além das oitavas de final, marcando um capítulo envergonhoso na história dos Mundiais quando o assunto é desempenho de nações anfitriãs.
O resultado coloca a tríade em um clube bem restrito e pouco honroso. Apenas a África do Sul (2010) e o Catar (2022) tiveram campanhas ainda mais decepcionantes ao sediar o torneio máximo do futebol mundial. E quando comparamos esses números, fica claro que 2026 ficará marcado como um fracasso coletivo sem precedentes.
O Catar, é verdade, estabeleceu o recorde negativo absoluto. Os qataris perderam todas as três partidas da fase de grupos — contra Holanda, Senegal e Equador — e retornaram para casa com as mãos vazias e sem nenhum ponto conquistado. Foi o pior desempenho possível em um Mundial.
Já a África do Sul, em 2010, teve uma trajetória ligeiramente melhor. Os sul-africanos foram os primeiros anfitriões a serem eliminados já na primeira fase, mas ao menos deixaram um legado positivo ao vencer a França — vice-campeã da edição anterior — por 2 a 1, além de empatar sem gols com o México na estreia. Mesmo com uma derrota pesada por 3 a 0 para o Uruguai, conseguiram terminar em terceiro lugar no grupo.
Agora, com a queda de Estados Unidos, Canadá e México nas oitavas, fica o questionamento: o que deu errado? Será que a pressão de jogar em casa, aliada às expectativas elevadas, pesou demais nos ombros dessas seleções? As análises futuras certamente apontarão para fatores técnicos, tático e psicológicos que impediram esses times de avançarem em sua própria competição.
O que permanece é a frustração de milhões de torcedores e a lembrança de que ser anfitrião em uma Copa do Mundo não é sinônimo de sucesso — às vezes, é exatamente o oposto.
Fonte: Gazeta Esportiva
