Foto: Tomorrow's Dream / Pexels
A seleção belga não está nada feliz com a decisão da FIFA que permitiu o atacante Folarin Balogun defender os Estados Unidos nas oitavas de final da competição. O jogador, que já havia atuado pela seleção inglesa, recebeu autorização para trocar de federação e será um dos principais nomes do time americano no confronto que acontecerá em Seattle.
Segundo Nicolas Raskin, volante da Bélgica, essa liberação funcionou como combustível extra para os belgas na preparação para o duelo. “Isso nos motivou ainda mais”, afirmou o jogador, deixando clara a insatisfação com a situação que seus compatriotas veem como injusta ou, no mínimo, polêmica.
O cenário político também entra na conversa, com Raskin fazendo uma indireta ao presidente americano Donald Trump ao provocar: “Derrubem isso”, numa clara alusão aos poderes do líder norte-americano, sugerindo que a decisão deveria ser revertida pelo peso político dos Estados Unidos.
A situação expõe uma realidade cada vez mais comum no futebol moderno: a migração de jogadores entre seleções, geralmente permitida quando há ligações ancestrais ou residência prolongada. Balogun, nascido na Inglaterra mas filho de pais nigerianos e americanos, encontrou espaço para defender o time dos EUA, transformando-se numa peça importante do ataque americano.
Para a Bélgica, uma nação com grande tradição no futebol, a presença de Balogun no lado oposto representa não apenas um desafio técnico, mas também se tornou questão de honra. Os belgas veem a autorização como algo que precisam contestar, transformando o jogo em um confronto com peso extra de significado político e esportivo.
O match em Seattle promete ser intenso, com os belgas buscando provar que conseguem superar qualquer obstáculo – inclusive Balogun – e avançar para as quartas de final. Uma partida que vai muito além dos 90 minutos de bola em jogo.
Fonte: BBC Sport Football
Fonte: BBC Sport Football
