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A vexatória eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 ecoou para além das fronteiras nacionais, despertando reflexões profundas na imprensa internacional sobre o que realmente se tornou a Seleção Brasileira nos últimos anos. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, ocorrida no último domingo em Nova Jersey, transcendeu os números do placar e abriu espaço para questionamentos contundentes sobre a essência do futebol brasileiro.
A crítica mais incisiva veio de jornalistas britânicos, que não economizaram palavras ao sugerir uma transformação preocupante: a Seleção teria deixado de ser um time para virar apenas uma marca. A observação toca em um ponto sensível da realidade atual do futebol verde-amarelo, onde a força do nome e da tradição parece não mais corresponder ao desempenho em campo.
Essa perspectiva levanta questões fundamentais sobre como o Brasil tem construído sua seleção nos últimos ciclos. O país que revolucionou o futebol com criatividade, técnica e inovação táctica agora enfrenta críticas que sugerem esvaziamento de conteúdo e falta de identidade competitiva. A imprensa internacional, vista como mais distanciada e crítica que a local, funciona como espelho pouco confortável das realidades que a torcida brasileira já vinha intuindo.
A eliminação precoce contra um adversário considerado menos favorito acirrou ainda mais os debates sobre a gestão do futebol nacional, as escolhas técnicas e a estrutura de formação de talentos. Se antes o Brasil conseguia compensar deficiências táticas com criatividade individual, hoje nem isso parece suficiente.
O que antes era sinônimo de excelência e esperança agora flerta com a mediocridade. A canário precisa urgentemente redescobrir seu verdadeiro propósito: ser não apenas um nome respeitado, mas um time que joga futebol de verdade, com substância, raça e o toque mágico que histórica e culturalmente lhe pertence.
Fonte: Folha Esporte
