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O Brasil se despediu da Copa do Mundo de forma prematura e frustrante. A derrota para a Noruega por 2 a 1 no MetLife Stadium, em Nova Jersey, não foi apenas um resultado desportivo negativo — foi o colapso de uma campanha marcada por decisões questionáveis e falta de visão tática desde o começo.
O hexa que parecia próximo se desvaneceu nos noventa minutos contra os noruegueses, mas a verdade é que os problemas começaram muito antes. As raízes dessa eliminação precoce nas oitavas de final estão fincadas em escolhas polêmicas que Carlo Ancelotti fez ao longo de toda a competição.
As escolhas contestáveis de Ancelotti
O treinador italiano chegou ao Brasil com um currículo impressionante, mas a Copa mostrou que nem mesmo títulos europeus garantem acerto em grandes decisões. Desde a estreia, as escalações geraram incômodo entre torcedores e especialistas. A confiança excessiva em Igor Thiago como ponta de lança contra Marrocos nunca fez sentido dentro do jogo. O jogador não correspondeu e o time sentiu a falta de criatividade.
Outro ponto crítico foi a titularidade praticamente intocável de Casemiro. O volante dava sinais óbvios de desgaste físico, movimentava-se lentamente e perdia bolas importantes, mas seguia intocável no meio-campo.
O episódio que resumiu tudo
Na partida contra a Noruega, o momento mais emblemático foi a escolha do cobrador do pênalti. Vinicius Júnior estava em campo — um dos melhores finalistas do elenco — porém a responsabilidade foi transferida para outro jogador. Foi um retrato perfeito das dificuldades em decisões estratégicas que marcaram a campanha.
A eliminação precoce não é apenas culpa de noventa minutos de futebol ruim. É resultado de uma sequência de equívocos gerenciais, falta de flexibilidade tática e apego a soluções que não funcionaram. O Brasil merecia melhor, e o torcedor também.
Fonte: Gazeta Esportiva
