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A Seleção Brasileira viveu seu pior pesadelo em Nova Jersey. Fora de casa, sem conseguir emplacar seu futebol, a equipe perdeu de 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo e se despediu precocemente da competição. Um resultado que dói, mas que reflete exatamente o que se viu em campo: uma seleção desligada, sem criatividade e incapaz de reagir nos momentos decisivos.
O técnico tentou mexer na equipe com substituições, buscando desesperadamente acordar o time que entrou em campo com cara de quem estava cumprindo tabela. Mas as trocas não surtirão efeito. A Noruega, bem organizada e objetiva, soube como explorar a apatia brasileira e construiu uma vitória que surpreende poucos que acompanharam o desempenho decepcionante da Seleção ao longo da campanha.
O que mais preocupa não é apenas a derrota em si, mas a falta de reação, a lentidão nas ações ofensivas e aquela sensação de que o Brasil nunca conseguiu entrar no ritmo do jogo. Os noruegueses foram diretos, eficientes, e aproveitaram cada oportunidade que a defesa amarela generosamente oferecia.
Este é um momento de reflexão profunda para a confederação e para o técnico da seleção. Uma Copa do Mundo não se joga no automático, e o desempenho apresentado contra a Noruega deixa claro que havia problemas estruturais que não foram resolvidos durante a preparação.
O torcedor brasileiro segue órfão. Sem o título que a Seleção não conquista desde 2002, a esperança fica para a próxima oportunidade. Mas antes disso, serão necessárias mudanças significativas — tanto em relação ao elenco quanto ao comando técnico.
Fonte: Folha Esporte
