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Um ano é tempo suficiente para tudo mudar no tênis. João Fonseca conhece bem essa realidade. O carioca de 19 anos retorna a Roland Garros 2026 em uma situação completamente diferente daquela que enfrentou em sua estreia no Grand Slam francês, em 2025.
Há um ano, Fonseca chegou a Paris como um desconhecido. Poucos sabiam o que esperar do jovem brasileiro. Mesmo assim, surpreendeu: venceu dois jogos e avançou até a terceira rodada, deixando a França com a reputação intacta e até mesmo aumentada. Foi um resultado modesto em números, mas significativo para alguém descobrindo seu caminho no circuito profissional.
Agora, as coisas são bem diferentes. O tenista carioca chega à Porte d’Auteuil como 28º cabeça de chave do torneio, ocupando a 30ª posição no ranking da ATP. Essa ascensão meteórica em poucos meses transformou completamente seu status no circuito. Os rivais já o conhecem. Os analistas já o monitoram. E, talvez mais importante, Fonseca agora carrega a responsabilidade de defender pontos conquistados no ano anterior.
“Jogadores já me conhecem e eu tenho pontos para defender”, resumiu o brasileiro a nova realidade que enfrenta. É uma frase simples, mas que encapsula toda a mudança de pressão e expectativa que envolvem sua participação em 2026.
Esse é o lado oposto da moeda do sucesso precoce. Enquanto um ano atrás Fonseca podia jogar solto, sem amarras, agora precisa confirmar que sua ascensão não foi apenas um lampejo. O saibro parisiense, historicamente generoso com talentos jovens brasileiros, será o palco para Fonseca provar que chegou para ficar entre os melhores do tênis mundial.
Para um jovem de apenas 19 anos, é uma prova de fogo. Mas se há algo que os últimos meses mostraram, é que o carioca está preparado para esses desafios.
Fonte: Folha Esporte
