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A França passou por um teste tático complicado contra o Paraguai no confronto disputado na Filadélfia, conseguindo avançar às quartas de final com vitória mínima por 1 a 0. O time sul-americano montou uma defesa de ferro, tentando neutralizar o ataque estrelado dos franceses, mas esbarrou na mentalidade e na qualidade técnica dos europeus.
Gustavo Alfaro, técnico do Paraguai, colocou em prática uma estratégia defensiva enraizada na cultura do futebol sul-americano: o famoso ferrolho. Fechado na retaguarda, bloqueava a criatividade do quarteto ofensivo comandado por Didier Deschamps, que contava com Bradley Barcola, Michael Olise e Ousmane Dembélé. O plano funcionava até certo ponto, frustrando o ataque francês nos minutos iniciais.
Mas foi aí que Kylian Mbappé, o fenômeno dos franceses, acionou seu próprio "modo Libertadores". Abandonando a elegância e o toque refinado que o caracteriza na Europa, o astro da França se entregou a um futebol mais cru, direto e agressivo — exatamente o que o Paraguai não esperava. Combinando velocidade, agressividade e desprendimento, Mbappé conseguiu quebrar as linhas defensivas paraguaias e abrir espaços para seus companheiros.
Paradoxalmente, apesar de toda a contribuição do craque francês para a vitória, foi Orlando Gill, zagueiro do Paraguai, quem foi eleito melhor em campo. O defensor paraguaio lutou incansavelmente contra o poder ofensivo francês, mostrando por que é considerado um dos melhores defensores do continente.
A partida evidenciou duas realidades do futebol moderno: a capacidade dos times europeus em se adaptarem taticamente e a importância de ter craques que conseguem se reinventar dentro de campo. A França, mesmo sob pressão, encontrou respostas. O Paraguai, apesar da bravura e da inteligência defensiva, saiu da Filadélfia sem a glória da classificação.
Fonte: Trivela
