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A Noruega chega às oitavas de final da Copa do Mundo com os pés no chão, mas sem perder a esperança. Em coletiva de imprensa na véspera do duelo contra o Brasil, o técnico Stale Solbakken foi franco ao admitir que a seleção verde e amarela segue como favorita para avançar, embora tenha ressalvado que os escandinavos possuem armas para surpreender.
"O Brasil continua sendo o favorito, apesar de não serem mais aqueles gigantes intocáveis de tempos passados. É complicado definir percentuais, mas o fato é que temos sim uma chance real de bater o Brasil. Para isso, precisamos entregar nossos 100% em campo", declarou Solbakken, demonstrando realismo e confiança equilibrados.
O comandante norueguês reconhece que uma vitória sobre a Seleção seria nada menos que uma façanha dentro do contexto da competição. No entanto, reforçou que a equipe acredita na possibilidade, mesmo que remota, de provocar um grande abalo nos planos brasileiros.
Um dos pontos de incerteza para o confronto diz respeito à escalação. Solbakken ainda não fechou a formação titular e mantém dúvidas quanto ao lateral-direito Julian Ryerson. O jogador foi substituído precocemente no segundo jogo da fase de grupos contra Senegal, aos 13 minutos, devido a problemas físicos. Apesar disso, Ryerson tem participado normalmente dos treinamentos e relata estar livre de dores, o que aumenta as chances de sua utilização.
O duelo promete ser emocionante. De um lado, um Brasil que busca manter sua trajetória de favoritismo e chegar às semifinais. Do outro, uma Noruega que tem pouco a perder e tudo a ganhar, apostando em seu desempenho coletivo e na possibilidade de protagonizar um dos maiores upsets da competição.
Com as definições técnicas ainda em aberto, o embate será um teste importante para avaliar a solidez tática de ambas as equipes no mata-mata.
Fonte: Gazeta Esportiva
