Foto: Helena Lopes / Pexels
Enquanto milhões de torcedores ao redor do mundo escolhem suas seleções favoritas para a Copa do Mundo, poucos países conseguem demonstrar a lealdade e o fervor que Bangladesh dedica ao Brasil. E a origem dessa paixão avassaladora tem um nome: Pelé.
Tudo começou em uma sala de aula. Um livro didático que contava a história do Rei do Futebol e seus feitos extraordinários foi responsável por plantar a semente dessa devoção nos corações de gerações de bengalis. O que poderia ser apenas uma lição de educação física se transformou em uma das ligações mais genuínas entre um país asiático e a seleção brasileira.
A história é praticamente novelesca: crianças aprendendo sobre Pelé através de seus bancos escolares começaram a torcer pelo Brasil não apenas por admiração ao jogador, mas por uma conexão cultural que transcendia as fronteiras geográficas. Quando as Copas do Mundo chegavam, Bangladesh inteiro vibrava com a camisa amarela.
Essa fidelidade não é passageira. Diferente de muitos torcedores ocasionais que escolhem um time a cada quatro anos, os bengalis carregam a bandeira brasileira no peito durante todas as competições internacionais. Nos estádios virtuais das redes sociais, nos bares improvisados em Daca, em qualquer canto do país, é possível ouvir o grito “Brasil!” ecoando com uma intensidade que rivaliza com a de qualquer torcida tradicional.
O fenômeno se tornou tão marcante que virou objeto de estudo de jornalistas e pesquisadores da área de futebol. Como um país de mais de 160 milhões de habitantes, que possui sua própria história no esporte, consegue se identificar tão profundamente com uma seleção distante? A resposta está em um livro que poucos imaginavam que teria tanto impacto.
Bangladesh prova que o futebol transcende as barreiras políticas e geográficas. É um lembrete de como a história de um ídolo pode inspirar continentes inteiros e criar laços inabaláveis entre povos que jamais se encontraram pessoalmente.
Fonte: Folha Esporte
