Foto: Banco de Imagens SEL-DF / Pexels
A Copa do Mundo de 2026 está sendo marcada por uma presença cada vez mais forte da tecnologia na arbitragem, e nem todos estão felizes com isso. O debate ganhou força na quinta-feira quando um gol polêmico do zagueiro croata Josko Gvardiol foi anulado por impedimento milimétrico, eliminando a Croácia da competição em Toronto, no Canadá.
O lance que acirrou os ânimos: Portugal venceu por 2 a 1, com a decisão chegando aos acréscimos do segundo tempo (90’+15). O árbitro norueguês Espen Eskas cancelou o gol após consultar o VAR, baseado em informações de um sensor sofisticado instalado na bola Trionda.
A tecnologia detectou um toque praticamente imperceptível de Igor Matanovic na área antes que Mario Pasalic recebesse a bola. Segundo o sistema Connected Ball, esse contato mínimo colocaria Pasalic em posição de impedimento, anulando o gol subsequente de Gvardiol. Os dados foram apontados como conclusivos.
Aqui está o ponto crucial do debate: será que o futebol precisa ser tão preciso assim? Avatares 3D mapeiam posições com precisão de milímetros, sensores identificam toques quase invisíveis ao olho humano. A tecnologia trouxe mais justiça ou tirou a humanidade do jogo?
A discussão divide opiniões. De um lado, os defensores argumentam que erros foram eliminados e decisões críticas agora são irrefutáveis. Do outro, os críticos alertam que o futebol está perdendo espaço para algoritmos, e que lances que nenhum árbitro veria a olho nu agora podem definir carreiras e competições inteiras.
A realidade é que a tecnologia veio para ficar. Resta saber se a Copa de 2026 vai encontrar o equilíbrio entre inovação e preservação da essência do jogo, ou se continuaremos vendo emoções apagadas por decisões matematicamente perfeitas, mas futebolísticamente questionáveis.
Fonte: Gazeta Esportiva
