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A Inglaterra enfrenta um desafio bem particular nesta quarta-feira contra o México no lendário Estádio Azteca, localizado a 2.240 metros de altitude na Cidade do México. Mas o adversário não está em campo — está no ar que os atletas respiram.
Pundits renomados da BBC, como Rachel Corsie e Lucas Leiva, revelam em depoimento exclusivo como é a experiência de jogar em altitudes extremas, um fator frequentemente subestimado por torcedores e até analistas. “Você simplesmente não consegue respirar normalmente”, descreve um deles, sintetizando a frustração que toma conta dos jogadores.
Jogar acima do nível do mar reduz significativamente a quantidade de oxigênio disponível na atmosfera. Com apenas 2.240 metros, o Azteca não é a altitude mais extrema do mundo — La Paz, na Bolívia, fica a 3.640 metros — mas ainda assim impõe um custo físico brutal. Atletas precisam fazer mais esforço para respirar, o coração trabalha acelerado e a fadiga chega mais rápido, especialmente nos minutos finais.
As seleções europeias, acostumadas a jogar em altitudes próximas ao nível do mar, sofrem proporcionalmente mais do que equipes sul-americanas. Países como México, Colômbia e Peru tiram vantagem tática desse fator, pois seus jogadores estão biologicamente adaptados às condições.
Especialistas recomendam chegadas com antecedência para que os atletas se aclimatem — geralmente entre 48 a 72 horas. Mesmo assim, estudos mostram que o desempenho técnico sofre quedas de até 10% em algumas métricas, e a recuperação entre esforços intensos fica comprometida.
Este é um dos grandes segredos do futebol internacional que poucos comentam. Enquanto táticas e formações dominam as conversas, o oxigênio discretamente define quem sai do campo fresco e quem sai zonzo.
Fonte: BBC Sport Football
