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Cristiano Ronaldo construiu um legado praticamente intocável ao longo de duas décadas no topo do futebol mundial. Recordes atrás de recordes, troféus e prêmios individuais que o consagraram entre os maiores de todos os tempos. Porém, existe um número que insiste em fugir de seu domínio absoluto: a capacidade de decidir quando o jogo mais importa.
Nesta quinta-feira, às 20h (horário de Brasília), Portugal enfrenta a Croácia nas oitavas de final da Copa do Mundo, em Toronto. E mais uma vez, Ronaldo terá a oportunidade de quebrar um jejum que já dura quase duas décadas. Desde 2006, o astro português não marca um gol nem distribui uma assistência em nenhuma das oito partidas de mata-mata que disputou em Mundiais.
É uma estatística que desafia lógica e bom senso. Um jogador de sua envergadura, responsável por virar praticamente qualquer história de gol a seu favor, simplesmente desaparece nos momentos decisivos das Copas do Mundo.
A crueldade do timing torna a situação ainda mais dramática. Aos 39 anos (completará 41 em fevereiro), Ronaldo está vivendo provavelmente sua última participação em um Mundial. Não haverá muitas outras oportunidades. O futebol, que raramente o nega algo, pode estar selando seu destino: participar como coadjuvante de um dos capítulos finais de sua carreira.
Contra a Croácia, finalista em 2018, não será diferente. Portugal precisa avançar e Ronaldo precisa deixar sua marca. Mas a maldição segue viva, sussurrando nos ouvidos de quem acompanha suas pegadas. O campeão que tudo conquistou segue impedido pela própria Copa do Mundo de realizar este último grande feito.
Será quinta-feira o dia em que finalmente o recorde cai? Ou Portugal voltará para casa e Ronaldo carregará esse fantasma para sempre?
Fonte: Trivela
