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Thomas Tuchel não perde tempo com diplomacia. Após a Inglaterra avançar às oitavas de final da Copa do Mundo com vitória sobre a República Democrática do Congo, o técnico inglês já apontou o dedo para um possível vilão no confronto contra o México: a altitude da Cidade do México.
O estádio Azteca, localizado a impressionantes 2.240 metros acima do nível do mar, foi palco de três das quatro partidas disputadas pelo México até aqui no torneio. Apenas contra a Coreia do Sul, os mexicanos saíram da capital para jogar em Guadalajara. Números que, convenhamos, pintam um quadro bastante favorável aos donos da casa.
Mas será que Tuchel tem razão em reclamar, ou está buscando desculpas antecipadas? A ciência do esporte responde: sim, a altitude realmente afeta o desempenho dos atletas. A menor concentração de oxigênio no ar dificulta o rendimento aeróbico, especialmente para times que não estão acostumados com essas condições. Seleções que jogam regularmente em grandes altitudes desenvolvem maior capacidade de adaptação.
O México, habitante tradicional do Estádio Azteca, possui essa vantagem fisiológica consolidada. Já a Inglaterra, acostumada ao nível do mar europeu, enfrentará dificuldades genuínas para manter intensidade nos 90 minutos.
No entanto, há nuances. Tuchel comanda uma das melhores defesas da competição e possui recursos técnicos para contornar o obstáculo. Além disso, reclamações públicas sobre condições externas costumam ser vistas como falta de confiança própria no futebol moderno.
O confronto de domingo prometará mais que um simples jogo: será um teste real entre a capacidade adaptativa mexicana e a qualidade técnica inglesa. Tuchel fez sua ressalva. Agora cabe à sua equipe provar que, altitude ou não, campeões encontram jeitos de vencer.
Fonte: Bolavip Brasil
