Foto: Henrique Aleixo / Pexels
A Copa do Mundo de 2026 traz uma realidade cada vez mais comum no futebol mundial: seleções repletas de atletas filhos de imigrantes. Mas essa não é uma novidade para o Brasil. Décadas atrás, nossa seleção foi construída justamente sobre essa base multicultural e operária que ajudou a formar a identidade do país.
Quando olhamos para trás, encontramos histórias fascinantes de jogadores que vinham das fábricas, das comunidades de imigrantes italianos, portugueses, alemães e de outras nacionalidades. Esses homens, muitos deles filhos de trabalhadores que chegavam ao Brasil em busca de oportunidade, transformaram o futebol em sua porta de saída para a glória.
O fenômeno não é exclusivo da seleção. Ao longo da história do futebol brasileiro, centenas de craques emergiram das periferias e das classes trabalhadoras, herdando a garra e determinação de pais que construíram o país com suor. Essa herança de luta se refletia no jeito de jogar, naquela combinação única de técnica, criatividade e coração que o Brasil exportava para o mundo.
Hoje, na Copa de 2026, observamos um padrão semelhante em seleções de potências como Inglaterra, França e Itália. Jogadores nascidos de pais imigrantes ocupam posições centrais em suas equipes, provando que a mobilidade social pelo esporte continua sendo real e presente.
O que muda é a percepção. Enquanto nossos heróis do passado tinham suas origens populares naturalizadas e pouco documentadas, os atletas contemporâneos ganham holofotes e análises detalhadas sobre suas genealogias. É um avanço na narrativa do esporte, que finalmente reconhece e valoriza as raízes daqueles que levam a bola adiante.
A mensagem é clara: o futebol segue sendo o campo de possibilidades para filhos de operários e imigrantes. Ontem como hoje, a bola não discrimina origem. Ela apenas premia talento, dedicação e coragem.
Fonte: Folha Esporte
