Foto: Victor Barbosa / Pexels
A definição do chaveamento da Copa do Mundo trouxe boas notícias para a torcida brasileira. Afinal, a Seleção ficou posicionada no lado considerado menos complicado da tabela. Porém, nem tudo são flores quando o assunto é mata-mata internacional.
Durante entrevista ao programa Mesa Redonda da Gazeta Esportiva, o lendário Muller, tetracampeão mundial, fez uma análise realista sobre os possíveis caminhos da Seleção Brasileira no torneio. Segundo o ex-atacante, apesar da chave mais favorável, o Brasil enfrentaria uma missão praticamente impossível diante de certos adversários.
“Para mim, se o Brasil pegar a Inglaterra, ele dificilmente passa. Se o Brasil pega a Noruega, ele também vai ter dificuldade”, foi a avaliação direta do tetra em relação aos desafios que podem surgir nas oitavas de final.
A questão é interessante porque coloca em perspectiva o que significa realmente um “lado fácil” da chave. Sim, o Brasil evitou alguns gigantes do futebol europeu, mas ainda assim pode se deparar com adversários que apresentam um nível técnico e tático extremamente elevado. A Inglaterra, em especial, tem sido uma equipe bastante competitiva em competições internacionais, com jogadores de qualidade impressionante atuando nas principais ligas do mundo.
Muller também mencionou a Noruega como uma possível pedra no caminho dos brasileiros, caso a Seleção consiga avançar da fase de grupos contra o Japão. O recado é claro: não há adversário fácil em um mata-mata de Copa do Mundo.
A análise do tetracampeão serve como um alerta importante para os torcedores brasileiros não descansarem na zona de conforto mesmo com um chaveamento aparentemente mais favorável. No futebol de seleções, principalmente em Copas, a experiência e a qualidade dos adversários podem aparecer em qualquer canto da tabela.
Fonte: Gazeta Esportiva
