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A Copa do Mundo de 2026 chega à sua fase decisiva e o Brasil se vê diante de um desafio interessante: o Japão. Na véspera do confronto eliminatório, Carlo Ancelotti fez questão de elevar o nível de atenção da delegação brasileira para uma característica específica do adversário que pode fazer a diferença em um jogo de mata-mata.
Durante coletiva de imprensa neste domingo, o treinador italiano não poupou elogios à seleção japonesa, destacando a qualidade técnica e tática do rival asiático. Mas foi ao detalhar o aspecto mais perigoso do Japão que Ancelotti deixou claro o caminho que o Brasil deve seguir para avançar na competição.
“A saída de bola do Japão é muito boa e, quando conseguem superar a pressão, são muito perigosos. É um aspecto que estamos considerando para definir o tipo de pressão que vamos fazer”, explicou o técnico. A mensagem é cristalina: os brasileiros não podem dar espaço para que os nipônicos construam suas jogadas com tranquilidade desde a defesa.
Preparado para todos os cenários, Ancelotti revelou que a seleção tem trabalhado situações específicas de jogo, incluindo prolongamento e disputa por pênaltis. Essa preparação minuciosa reflete a seriedade com que o técnico enxerga o confronto, apesar da qualidade indiscutível do Brasil em competições internacionais.
O diferencial será, portanto, a intensidade brasileira na primeira linha de marcação. Se o Brasil conseguir pressionar eficientemente e não permitir que os japoneses encontrem espaços para desenvolver seu jogo de posse, as chances de avançar aumentam consideravelmente. Caso contrário, deixar o Japão sair jogando com liberdade pode se transformar em um problema sério.
Trata-se de um duelo onde a tática será tão importante quanto a qualidade técnica. O Brasil possui jogadores de nível mundial, mas precisará de disciplina tática e agressividade desde o primeiro minuto para eliminar um adversário competente e bem organizado.
Fonte: Gazeta Esportiva
