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A Seleção Brasileira finalmente encontrou seu ritmo na Copa do Mundo. Depois do susto inicial contra Marrocos, a equipe brasileira acordou nos últimos dois jogos da fase de grupos, deixando para trás o fantasma de um possível fracasso e avançando aos 16-avos com moral em alta.
E quem merece boa parte dos créditos por essa transformação? Matheus Cunha, o centroavante que começou a competição no banco de reservas e se tornou indispensável para Carlo Ancelotti. Em coletiva realizada no domingo, o técnico italiano não hesitou em elogiar o camisa 9, reconhecendo seu impacto decisivo na melhora coletiva do time.
Com três gols marcados nas duas últimas apresentações, Cunha conquistou a confiança do treinador não por ser um típico matador de área, mas justamente pelo oposto. Sua capacidade de se movimentar no último terço do campo, criando espaços e desestruturando as defesas adversárias, abriu camadas inteiras para a criatividade brasileira funcionar.
“Matheus Cunha nos deu vantagem”, resumiu Ancelotti, explicando como a presença do jogador mudou a dinâmica ofensiva da equipe. Longe de ser um ponta fixa na área esperando cruzamentos, Cunha trabalha em movimento contínuo, abrindo caminhos para os companheiros e participando do jogo coletivo.
Essa evolução tática não foi acidental. Ancelotti identificou a necessidade de mudanças após o empate preocupante com Marrocos e encontrou em Cunha a solução para destravar um time que começava a dar sinais de estagnação. A vitória sobre Haiti foi convincente, mas foi o triunfo contra a Escócia que confirmou a tendência positiva.
Agora, com o Japão pela frente nas oitavas, o Brasil segue em trajetória ascendente. E tudo indica que Matheus Cunha continuará sendo peça-chave dessa engrenagem ofensiva que finalmente começou a girar com precisão.
Fonte: Trivela
