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Ben Stokes saiu de cena sem o final feliz que sua carreira extraordinária merecia. O capitão da Inglaterra, que construiu uma trajetória repleta de momentos heroicos e decisivos, não conseguiu escrever o último capítulo do jeito que sempre sonhou.
Durante anos, Stokes foi sinônimo de dramaticidade positiva nas camisetas da seleção inglesa. Aquele jogador capaz de transformar derrotas em vitórias, de entregar sob pressão máxima, de ser a voz e o braço do time nos momentos que mais importavam. Sua carreira no críquete internacional foi uma sucessão de atuações memoráveis que o colocaram entre os maiores atletas que o esporte já viu.
Mas o críquete, como bem sabemos, é um esporte imponderável. Aquela bola redonda não segue regras previsíveis. E foi justamente essa natureza selvagem e, às vezes, injusta do jogo que impediu Stokes de despedir-se dos gramados da forma que merecia.
Ao contrário do esperado, seu último compromisso no Test Cricket não rendeu o epílogo cinematográfico que se imaginava. Não houve aquela vitória épica, aquele século crucial ou aquele catch impossível que selaria sua aposentadoria com chave de ouro. A realidade do esporte se mostrou muito mais cruel que qualquer roteiro hollywoodiano.
É frustrante para qualquer fã do críquete ver um atleta da magnitude de Stokes partir sem poder celebrar um desfecho à altura de suas conquistas. Ele lutou, correu, competiu até o final com toda sua determinação, mas dessa vez a bola não ricocheteou a seu favor.
Stokes deixa um legado indiscutível na história da Inglaterra. Sua contribuição vai muito além daquele último jogo. Mas é humano desejar que os ídolos pudessem escolher seus próprios finais. Nem sempre o desporto nos concede esse privilégio.
Fonte: Sky Sports Football
