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Três décadas depois do lendário “milagre de Miami”, Brasil e Japão se reencontram em um cenário completamente diferente. Desta vez, porém, o duelo não será entre um azarão miraculoso e uma potência estabelecida. A realidade é bem mais nuançada.
Na fase final da Copa do Mundo, a seleção brasileira segue como favorita absoluta nas casas de apostas. Pentacampeã mundial, a equipe verde-amarela chega com o estatuto de uma das principais candidatas ao título. Mas aqui está o grande diferencial: apostar contra o Brasil deixou de ser sinônimo de loucura.
O futebol japonês evoluiu significativamente nos últimos anos. Com uma estrutura defensiva sólida, transições rápidas e uma mentalidade coletiva bem definida, os asiáticos apresentam um projeto de jogo pragmático e eficiente. Não é à toa que especialistas e analistas consideram um resultado diferente como algo totalmente plausível.
A história nos ensina que o Japão já surpreendeu antes. Mas desta vez não se trata apenas de nostalgia ou comparação. Trata-se de reconhecer que o futebol mundial democrático evoluiu. Times que outrora pareciam condenados ao fracasso agora possuem armas táticas sofisticadas e jogadores tecnicamente refinados.
Para a seleção brasileira, o aviso está dado. O pentacampeonato ainda pesa, o favoritismo persiste, mas o adversário merecerá respeito absoluto. O Japão não virá para apenas participar; virá para competir de igual para igual.
Este encontro representa muito mais que um simples jogo de futebol. É o reflexo de como o esporte se transformou globalmente, onde tradição e inovação se chocam num palco de altíssimo nível. Independente do resultado final, ambas as seleções protagonizarão um espetáculo digno dessa fase gloriosa do torneio.
Fonte: Folha Esporte
