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A uma final da Champions League, Luis Enrique carrega consigo uma lembrança que o marcou profundamente. Às vésperas de disputar o título europeu novamente com o PSG contra o Arsenal, o técnico espanhol de 56 anos não resiste em relembrar a rejeição que sofreu do Sporting Gijón, clube de sua região natal na Espanha.
Durante coletiva de imprensa preparatória para o duelo decisivo, o perguntarem se ainda sonhava em treinar os Rojiblancos asturianos, Luis Enrique respondeu com um tom que misturava frustração e ironia. O técnico deixou clara a mágoa contida há anos: o clube simplesmente não acreditou nele quando ele era um treinador desconhecido, buscando sua primeira oportunidade.
‘O Sporting Gijón perdeu a grande oportunidade ao não me dar uma chance no início. Apostar agora no treinador Luis Enrique é fácil, até meu pai faz isso. A oportunidade era quando eu não era ninguém como treinador’, disparou o espanhol com uma dose de sarcasmo que evidencia o quanto aquela rejeição ainda dói.
O contraste é evidente: enquanto Gijón virou as costas, foi o Barcelona que apostou naquele treinador anônimo. A decisão catalã se transformou em uma das histórias de maior sucesso do futebol moderno, com títulos e glórias que consolidaram o nome de Luis Enrique entre os maiores técnicos da Europa.
Hoje, quando o nome dele é sinônimo de vitória e excelência tática, apostar em Luis Enrique virou o mais fácil do mundo. Mas a porta que deveria ter sido aberta em Gijón permanece fechada naquela época em que ele mais precisava de uma oportunidade. A ironia é que quem perdeu não foi o técnico, mas sim aquele clube que preferiu ignorar o potencial de um menino nascido em sua própria terra.
Essa é a história de quando a desconfiança custou caro demais.
Fonte: Trivela
