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Com as costas contra a parede, o Uruguai chega à última rodada da Copa do Mundo em situação desesperadora. Depois de decepcionar com empates contra Arábia Saudita (1 a 1) e Cabo Verde (2 a 2), a Celeste Olímpica não tem margem para erros e terá pela frente nada menos que a Espanha, uma das potências do torneio, nesta sexta-feira (28), às 21h.
A missão é praticamente impossível: vencer os espanhóis ou correr o risco de ser eliminada na fase de grupos. Trata-se de um cenário completamente oposto ao que o Uruguai enfrentou até aqui. Na partida contra os sauditas, a seleção comandou o jogo com tranquilidade, mantendo 59% de posse no primeiro tempo e 75% no segundo. Dessa vez, a história será diferente.
A Espanha é um animal totalmente diferente. Com seu futebol ofensivo e controlado, a seleção ibérica ditará o ritmo da partida, deixando os uruguaios em posição reativa e defensiva. Será necessário uma performance quase perfeita para surpreender rivais de calibre mundial.
E é exatamente aí que o Uruguai pode buscar inspiração. Em 2023, a Celeste mostrou capacidade de competir contra grandes seleções mesmo em situações adversas. Aquele elenco conhecia o caminho das pedras, sabia como se comportar sob pressão e conseguia extrair o máximo de suas qualidades quando tudo parecia perdido. A questão agora é: conseguirá replicar essa fórmula em um momento ainda mais crítico?
O técnico uruguaio terá que ser criativo taticamente, apostando em transições rápidas e exploração das bolas paradas. Jogadores como Cavani, Suárez e Nández precisam estar inspirados. O futebol não raramente nos presenteia com surpresas quando tudo está perdido, e o Uruguai vai precisar acreditar que essa pode ser sua noite de magia.
Mas a realidade é dura: eliminar-se na fase de grupos seria uma tragédia para um país com tamanho histórico na competição.
Fonte: Trivela
