Foto: Franco Monsalvo / Pexels
O duelo entre França e Noruega nesta sexta-feira (26), às 16h, em Boston, promete ser um espetáculo ofensivo entre dois dos maiores goleadores do futebol mundial. No entanto, o confronto pela fase de grupos da Copa do Mundo sofre com um problema que contrasta totalmente com o calibre técnico em campo: o estádio deverá receber bem menos torcedores do que o esperado.
De um lado, Kylian Mbappé segue em sua missão de consolidar o favoritismo francês rumo ao tricampeonato mundial, buscando ampliar sua conta de gols na competição. Do outro, o norueguês Erling Haaland, que traz toda sua força e agilidade para tentar tirar proveito da defesa francesa e manter os Escandinavos vivos na briga por uma vaga nas oitavas.
A expectativa inicial era de que o encontro entre esses dois atacantes de classe mundial criasse uma atmosfera elétrica nas arquibancadas. Porém, questões relacionadas a logística, preço dos ingressos ou simplesmente menor interesse do público local em Boston reduziram significativamente a capacidade de público prevista para o estádio.
Essa desconexão entre a qualidade do espetáculo anunciado e a adesão do público é comum em algumas cidades sedes de grandes competições internacionais, principalmente nos EUA, onde o futebol ainda disputa espaço com outras modalidades tradicionais.
Mesmo com as arquibancadas menos ocupadas, o confronto tende a ser equilibrado. A França chega como favorita com seu elenco repleto de talentos, enquanto a Noruega busca uma surpresa digna de uma pequena grande potência do futebol europeu.
O que fica é a sensação de oportunidade perdida: um jogo com potencial de ser memorável acaba tendo sua grandiosidade prejudicada pela falta de envolvimento da torcida. Ainda assim, a bola segue redonda, e o melhor espetáculo estará dentro de campo.
Fonte: Folha Esporte
