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A seleção mexicana voltou a protagonizar um episódio constrangedor durante a Copa do Mundo. Na partida de quarta-feira (24) contra a República Tcheca, torcedores mexicanos entoaram novamente o grito homofóbico que já rendeu diversas multas ao país pela Federação Internacional de Futebol (Fifa).
O comportamento reincidente da torcida tricolor abre um novo capítulo de questionamentos sobre a cultura de respeito e inclusão no futebol. Não é a primeira vez que os torcedores mexicanos repetem essa conduta discriminatória em competições internacionais, o que evidencia um problema estrutural que vai além de punições financeiras.
A Fifa já aplicou sanções anteriores contra a Federação Mexicana justamente por esse tipo de manifestação ofensiva. As multas, porém, parecem não ter surtido o efeito desejado de conscientização e mudança de comportamento entre parte da torcida.
Especialistas em gestão do futebol argumentam que combater a homofobia nas arquibancadas exige mais do que multas: é necessária uma política educacional consistente, campanhas de conscientização robustas e, quando necessário, punições mais rigorosas como o fechamento de setores ou proibição de público.
A Copa do Mundo é a maior vitrine do futebol global, e atitudes como essa mancham a imagem do esporte e reforçam estereótipos negativos. O México tem todo o direito de torcer apaixonadamente por sua seleção, mas isso nunca deve incluir discriminação contra qualquer grupo.
Resta saber se a Fifa aplicará novas penalidades e se as autoridades mexicanas finalmente tomarão medidas internas mais efetivas. O futebol pede passagem: é hora de deixar a homofobia fora dos estádios.
Fonte: Folha Esporte
