Foto: Juan Felipe Ramírez / Pexels
A primeira onda de frio severo do ano já deixa seus rastros nas regiões serranas do país, e enquanto turistas correm para capturar aquelas fotos icônicas de paisagens congeladas, um alerta importante ecoa entre os aventureiros das trilhas: o perigo da hipotermia é real e não deve ser ignorado.
Nesta semana, cidades catarinenses como Bom Jardim da Serra e Urupema registraram temperaturas próximas aos -10ºC durante as madrugadas. Não é exagero: 44 municípios de Santa Catarina acordaram com termômetros negativos. Cenário de tirar o fôlego, literalmente.
Exatamente neste momento de pico de frio, mochileiros e montanhistas intensificam os preparativos para aproveitar a alta temporada de esportes de aventura nas montanhas brasileiras. É compreensível o entusiasmo – as condições para trilhas, escaladas e acampamentos em altitude parecem ideais. Mas aí reside o perigo.
A hipotermia não avisa. Ela chega sorrateira, começando com tremores leves que os aventureiros confundem com adrenalina. O corpo esfria progressivamente, a clareza mental diminui, e antes que se perceba, a situação se torna crítica. Muitos montanhistas experientes já enfrentaram situações assim nas Serras Geral e da Mantiqueira, onde o frio extremo é constante.
O recado é simples mas vital: quem pretende explorar as trilhas brasileiras durante períodos de frio intenso precisa respeitar a natureza. Equipamento adequado não é luxo – é sobrevivência. Roupas térmicas de qualidade, proteção contra vento e umidade, alimentação calórica, hidratação frequente e, principalmente, conhecimento sobre sinais de hipotermia são essenciais.
Sim, aquelas fotos com gelo nas montanhas são deslumbrantes. Mas a adrenalina de uma aventura bem-sucedida é ainda mais intensa quando você volta para casa com todos os dedos, toes e memórias incríveis. Não seja estatística. Prepare-se adequadamente.
Fonte: Folha Esporte
