Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A partida entre Inglaterra e Gana terminou sem gols, mas deixou uma questão incômoda no ar: por que Jude Bellingham não foi expulso por um gesto que já custou caro a outro jogador nesta Copa do Mundo?
Durante o confronto, o meia inglês foi fotografado cobrindo a boca enquanto conversava com Jordan Ayew, das Estrelas Negras. O detalhe incomoda porque a FIFA implementou uma nova regra que prevê cartão vermelho direto para qualquer jogador que tape a boca ao falar com um adversário durante a partida. A medida busca coibir gestos que possam ser interpretados como intimidação ou desrespeito.
Mas aqui está o problema: o árbitro hondurenho Said Martínez simplesmente ignorou o lance. Bellingham continuou em campo sem qualquer punição, enquanto a câmera capturava o momento exato da infração.
A polêmica ganhou contornos ainda maiores quando lembramos que, apenas uma semana antes, Miguel Almirón virou o primeiro jogador expulso com base nessa diretriz. O atacante paraguaio recebeu vermelho direto durante Turquia x Paraguai após cobrir a boca para falar com Mert Müldür, com recomendação do VAR.
A inconsistência é gritante. Se Almirón foi punido severamente por fazer praticamente a mesma coisa que Bellingham, por que o camisa 10 da Inglaterra saiu ileso? A falta de uniformidade na aplicação das regras alimenta desconfianças sobre possíveis favorecimentos e coloca em xeque a credibilidade do VAR e da arbitragem.
O futebol já sofre com polêmicas de arbitragem. Quando a FIFA cria novas regras com a intenção de aumentar disciplina e respeito dentro de campo, mas não as aplica consistentemente, o efeito é o oposto: semeia dúvidas e frustração.
Bellingham e a Inglaterra devem estar aliviados. Mas a Copa do Mundo merecia melhor que isso.
Fonte: Trivela
