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Se você acha que as regras da Copa do Mundo são simples, prepare-se para uma surpresa desagradável. O regulamento da Fifa para a próxima edição do torneio, em 2026, é tão complexo que até um matemático de formação teria dificuldade em decifrar todos os critérios de desempate e classificação. E a Seleção Brasileira precisa estar atenta, especialmente se terminar em terceiro lugar no Grupo C.
O Brasil sabe bem como funciona avançar em Copa do Mundo com tranquilidade, mas nem sempre tudo sai conforme planejado. Caso a equipe termine em terceiro no seu grupo, entrará em um labirinto regulatório que pode definir se segue adiante ou volta para casa. A Fifa criou critérios de desempate tão intrincados que parecem feitos propositalmente para confundir até os torcedores mais atentos.
Os critérios de desempate levam em consideração diferença de gols, gols marcados, confronto direto entre times empatados, e uma série de outras estatísticas que variam conforme o número de equipes na mesma situação. Quando o assunto é terceiro colocado, a coisa fica ainda mais nebulosa, pois dependerá de como outros terceiros colocados de grupos distintos se saem na competição.
Para a Seleção, isso significa que não basta apenas terminar em terceiro. É necessário terminar em terceiro com uma margem de vantagem considerável sobre os demais terceiros colocados, caso queira garantir uma vaga nas oitavas de final. Um gol de diferença pode significar a permanência ou a eliminação precoce.
A Fifa, na tentativa de tornar a Copa do Mundo 2026 mais equilibrada e emocionante, criou um formato com 48 seleções divididas em 16 grupos de três times. A intenção era nobre, mas o resultado foi um regulamento que exige um PhD em interpretação de normas para ser completamente compreendido.
A mensagem é clara: Brasil, foque em vencer seus jogos do Grupo C. Ficar em terceiro pode ser um jogo de roleta russa regulatória.
Fonte: Folha Esporte
