Foto: Anastasia Shuraeva / Pexels
A cena se repetiu mais uma vez. Um jogador em plena forma, convocado para defender a seleção, cai no gramado e abandona o campo lesionado. Desta vez foi Wesley, que se machucou durante o amistoso contra o Egito em junho, ficando fora da Copa do Mundo. O lateral perdeu sua chance e Éderson entrou em seu lugar. Mas por que isso acontece tão frequentemente no futebol?
As lesões musculares são praticamente inevitáveis no esporte mais popular do planeta. O futebol moderno exige velocidade, agilidade e mudanças bruscas de direção que colocam o corpo dos atletas sob pressão extrema. Não é à toa que os jogadores se machucam com tanta frequência, especialmente em períodos de preparação para grandes competições.
Os músculos adutores da coxa — exatamente o que prejudicou Wesley — estão entre os mais afetados. Essa região sofre impacto constante durante chutes, acelerações e movimentos laterais rápidos. Além disso, lesões ligamentares, distensões musculares, entorses e problemas no joelho também dominam o cenário de contusões no futebol profissional.
A intensidade dos treinamentos pré-Copa é outro fator crucial. Técnicos e comissões técnicas precisam acelerar a preparação dos elencos em poucas semanas, o que aumenta exponencialmente o risco de lesões. O corpo dos atletas, mesmo bem treinado, nem sempre acompanha o ritmo acelerado de trabalho.
Especialistas apontam que fatores como falta de recuperação adequada, campo em más condições, sobrecarga de partidas e até mesmo a ansiedade pré-competitiva contribuem para o aumento de contusões. Para os clubes e confederações, cada lesão é uma dor de cabeça tática e administrativa.
A realidade é dura: no futebol de elite, lesões não são exceção, são regra. E quando ocorrem nos períodos mais críticos, como semanas antes de uma Copa, elas podem mudar completamente os planos de uma seleção inteira.
Fonte: Folha Esporte
