Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Colômbia não teve um passeio no gramado de Guadalajara, mas conseguiu o que importava: a vitória por 1 a 0 sobre a RD Congo, nesta quarta-feira (24), garantindo classificação antecipada para os mata-matas da Copa do Mundo. Os Cafeteros confirmaram o favoritismo, embora tenha sido preciso paciência e muita insistência para furar aquela defesa africana bem postada.
O script da partida foi praticamente previsível: colombianos atacando, congoleses se defendendo. A seleção sul-americana martelou durante praticamente todo o primeiro tempo, acumulando oportunidades e finalizações que esbarravam repetidamente em Lionel Mpasi, o goleiro que se tornou o grande destaque defensivo da RD Congo. O arqueiro fez uma atuação de pura concentração, impedindo que o placar explodisse cedo.
Mas aqui mora a curiosidade: quem resolveu o jogo não foi uma das principais estrelas colombianas. Luis Suárez, artilheiro do Sporting e um dos goleadores mais em forma do futebol europeu nesta temporada, passou em branco novamente. James Rodríguez, historicamente criativo e decisivo nos momentos que importam, também não brilhou como esperado. Coube a Daniel Muñoz, um jogador mais discreto na formação, aparecer no momento certo para desbloquear aquela partida pegajosa.
O contexto é importante: quando as estrelas não cintilam, é preciso de alguém com espírito de sacrifício para empurrar a carruagem. Muñoz fez exatamente isso, provando que futebol não é apenas brilho individual — às vezes, é trabalho de formiga que faz a diferença.
Com a classificação garantida, a Colômbia pode agora gerenciar sua terceira rodada da fase de grupos com mais tranquilidade, enquanto continua em busca de um aproveitamento mais consistente de suas principais armas ofensivas. A Copa já começou a revelar que nem sempre os favoritos conquistam com estilo.
Fonte: Trivela
