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Portugal chega ao confronto desta terça-feira (23) contra o Uzbequistão em situação delicada. Depois de decepcionar na estreia com um empate sem graça contra a República Democrática do Congo, a seleção lusitana se vê pressionada de todos os lados para apresentar uma resposta dentro de campo.
A performance apagada de Cristiano Ronaldo, Bruno Fernandes e companhia na primeira rodada acendeu os holofotes nas redes sociais, onde críticas ao CR7 não param de pipocar. Some-se a isso o episódio polêmico da ida à praia durante a preparação e o clima está longe de ser tranquilo no elenco dirigido por Roberto Martínez.
O técnico sabe que simplesmente vencer não é mais suficiente. É preciso mostrar futebol, oferecer um espetáculo que justifique a condição de favorita ao título que Portugal ostentava antes da competição começar. Qualquer nova apresentação fraca pode se transformar em crise institucional.
O problema? O Uzbequistão promete causar as mesmas dores de cabeça que a República Democrática do Congo provocou. A seleção da Ásia Central deve se posicionar em uma retranca compacta e defensiva, buscando bloquear os espaços e forçar Portugal a criar em condições adversas.
É precisamente nesta dinâmica que Cristiano Ronaldo e seus companheiros mostraram dificuldades. Sem espaço para correr, sem contra-ataques para explorar, a criatividade portuguesa se dissipou. Bruno Fernandes não conseguiu encontrar os passes de ruptura necessários e o CR7 ficou isolado, sem conseguir ser decisivo.
Desta forma, a chave para Portugal avançar com tranquilidade no torneio passa por resolver um problema tático antes que tudo desabe. Martinez precisa encontrar soluções para furar bloqueios baixos. Caso contrário, o duelo contra o Uzbequistão repetirá a mesma fórmula decepcionante da estreia, e aí sim Portugal terá uma crise de verdade nas mãos.
Fonte: Trivela
