Foto: Adera Abdoulaye Dolo / Pexels
Carlos Queiroz, o veterano técnico português de 73 anos, surpreendeu a todos ao classificar o duelo entre Gana e Inglaterra como o “tipo de jogo mais fácil” de se disputar em uma Copa do Mundo. A declaração pode soar ousada, mas carrega uma lógica estratégica: quando duas equipes lutam pela mesma vaga na próxima fase, as responsabilidades se equilibram e as pressões se distribuem.
O experiente comandante, que assume Gana pela primeira vez após ser contratado em abril, chega ao torneio com credenciais impressionantes. São cinco Copas do Mundo no currículo e nove passagens pelo comando de seleções diferentes. Seu histórico inclui passagens memoráveis no Real Madrid e como auxiliar do Manchester United, além de três campanhas consecutivas à frente do Irã.
Justamente sobre o Irã vem um detalhe intrigante: Queiroz sofreu uma humilhante goleada de 6 a 2 contra a Inglaterra no Catar, em 2022. Quando questionado sobre esse episódio, o treinador usou uma frase de efeito que resume sua filosofia: “No futebol, quatro anos são como um século. Por isso, nem me lembro onde isso aconteceu”.
A resposta, embora descontraída, esconde sabedoria. Queiroz enfatiza que extraiu “algumas lições” daquele revés e que o tempo transformou completamente o contexto. A seleção ganesa, diferentemente, chega animada após derrotar o Panamá por 1 a 0 na estreia da competição na América do Norte.
A vitória inicial coloca Gana em posição privilegiada para avançar. Um empate ou nova vitória contra a Inglaterra pode levar a equipe africana diretamente às oitavas de final — algo que não acontecia desde 2010. Queiroz claramente acredita que seu time tem capacidade de aproveitar o momento e surpreender os britânicos.
O confronto promete ser eletrizante, misturando experiência com fome de vitória. Enquanto isso, o futebol se prepara para mais um capítulo da história entre dois times que buscam escrever seus próprios destinos no torneio.
Fonte: Gazeta Esportiva
