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A Copa do Mundo 2026, disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, está entrando para a história não apenas por ser a primeira edição em três países, mas também por seu caráter ofensivo impressionante. O torneio já registra uma média de 3,09 gols por partida, quebrando uma marca que permanecia intacta há quase sete décadas.
Essa performance ofensiva não era vista desde 1958, quando a Suécia sediou a competição e alcançou a marca de 3,60 gols por jogo. Naquela época, o futebol era caracterizado por um jogo mais aberto, com menos organização defensiva e maior liberdade para os atacantes — algo que parecia fadado ao esquecimento na era moderna, dominada por táticas conservadoras.
O retorno dessa característica bélica ao maior torneio do planeta reflete tendências interessantes no futebol contemporâneo. As defesas estão mais vulneráveis, seja pela adaptação das equipes ao novo formato com três sedes, pelos períodos reduzidos de preparação, ou simplesmente pela evolução das táticas ofensivas que finalmente superaram o marasmo defensivo dos últimos anos.
A Copa 2026 promete ser um espetáculo para os amantes de futebol ofensivo e gols. Diferente das edições recentes, onde partidas 1×0 eram comuns e frustrantes, este torneio está devolvendo ao esporte aquele ingrediente que fascina bilhões de fãs: o ataque desenfreado e a busca incessante por gols.
Com ainda muitas partidas a serem disputadas, a tendência é que essa média se mantenha elevada, consolidando 2026 como a Copa da diversão ofensiva, da emoção a cada lance e das performances memoráveis de atacantes do mundo todo. Um contraste bem-vindo em relação ao futebol travado que dominou competições internacionais recentes.
Fonte: Folha Esporte
