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A disparidade de forças entre Iraque e França fica tão evidente que até o bom humor virou arma de desabafo. Na véspera do confronto válido pela Copa do Mundo, o técnico iraquiano Graham Arnold concedeu entrevista e soltou uma frase que resume a angústia de quem enfrentará uma seleção repleta de craques.
“Cheguei a perguntar se poderíamos jogar com três goleiros”, revelou Arnold, em tom bem-humorado, mas que esconde a preocupação legítima com o ataque francês. O treinador australiano não especificou a quem dirigiu a sugestão despropositada, mas a mensagem fica clara: estancar Kylian Mbappé e a ofensiva gaulesa é praticamente missão impossível dentro das regras convencionais do futebol.
A brincadeira reflete a realidade cruel que muitas seleções enfrentam ao se depararem com potências do futebol mundial. A França chega ao confronto como favorita absoluta, com um elenco recheado de talentos ofensivos de primeira linha. Mbappé segue sendo a principal ameaça, mas está longe de ser o único destaque capaz de criar problemas defensivos.
Por outro lado, o Iraque é uma seleção que trabalha com recursos muito mais limitados. O futebol asiático ainda enfrenta dificuldades para acompanhar o ritmo das principais confederações europeias, e a diferença técnica geralmente aparece de forma contundente em partidas assim.
Arnold, porém, não parece desanimado. A brincadeira dos três goleiros é justamente uma forma de lidar com a pressão de forma mais leve, sem perder o profissionalismo. Na prática, o Iraque tentará defender com organização tática rigorosa, esperando por chances de contra-ataque e buscando ao menos honrar sua participação na competição.
Este é o futebol internacional: momentos em que recursos financeiros, qualidade técnica e poder ofensivo determinam o resultado. Mesmo assim, a esperança permanece, e o bom humor de Graham Arnold prova que nem tudo é drama quando o adversário vem forte demais.
Fonte: Folha Esporte
