Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Holanda entrou em campo contra a Suécia e simplesmente devastou. Um 5 a 1 que ecoou pelos estádios do Qatar e que, de forma poética, repetiu exatamente o mesmo placar que os suecos haviam infligido à Tunísia dias antes. No futebol, às vezes a justiça chega na forma de um gol atrás do outro.
Toda a atenção da mídia recaiu sobre os nomes mais badalados: Brian Brobbey fazendo sua estreia de forma memorável e Cody Gakpo, aquele atacante que divide opiniões, finalmente silenciando os críticos com sua atuação avassaladora. Ambos mereceram cada elogio recebido. Seus gols fizeram falta? Não. Sua presença em campo foi determinante? Absolutamente.
Porém, existe um nome que merece ainda mais destaque nessa história de sucesso holandês. Um jogador que funciona como peça fundamental na engrenagem de Ronald Koeman, muitas vezes invisível aos olhos menos atentos, mas absolutamente essencial para o funcionamento da máquina laranja.
Dumfries é esse jogador. O lateral-direito que está trilhando seu caminho rumo ao Real Madrid carrega consigo a responsabilidade de ser um dos principais sustentáculos táticos da seleção holandesa. Enquanto Gakpo e Brobbey colhem aplausos no ataque, é Dumfries quem constrói as bases para que aquela criatividade floresça.
Sua contribuição transcende estatísticas simples. Em um time que busca o equilíbrio entre o ataque criativo e a defesa sólida, o lateral representa exatamente essa ponte. A Copa do Mundo é um torneio que expõe fragilidades rapidamente, e a Holanda, sob o comando de Koeman, entendeu que suas deficiências defensivas só podem ser corrigidas com jogadores versáteis, inteligentes e comprometidos — características que definem Dumfries perfeitamente.
Nem sempre o herói é quem marca gols. Às vezes, é quem prepara o caminho para que outros os façam.
Fonte: Trivela
