Foto: Franco Monsalvo / Pexels
A Seleção Brasileira não teve dificuldades para derrotar o Haiti por 3 a 0 na última sexta-feira (19), em partida válida pela Copa do Mundo. Com gols de Vinícius Júnior (duas vezes) e Matheus Cunha, o time de Carlo Ancelotti apresentou uma performance sólida, especialmente no setor do meio-campo.
O destaque da noite ficou por conta da dupla de volantes Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, que demonstraram uma sintonia impressionante apesar dos papéis distintos que ocupam no time. Enquanto Bruno atuou como organizador da defesa, criando oportunidades ofensivas, Paquetá apareceu com mobilidade e dinamismo, assumindo posições mais avançadas no campo.
Os números não mentem: Bruno Guimarães criou duas chances claras para Raphinha finalizar, enquanto Paquetá foi responsável pela jogada que originou o segundo gol de Vinícius Júnior nesta edição da Copa. Essas ações ilustram perfeitamente como os dois midfielders conseguem complementar suas funções dentro do esquema tático montado pelo técnico italiano.
O que mais impressiona é a complementaridade entre os dois. Bruno assume a responsabilidade de manter a estrutura defensiva sólida, liberando Paquetá para explorar espaços e criar desequilíbrios no meio-campo adversário. É uma divisão de tarefas que transforma o Brasil em um time mais equilibrado e eficiente.
Embora o Haiti tenha apresentado poucas dificuldades técnicas, permitindo ao Brasil controlar completamente o jogo, essas características táticas ficam evidentes. A forma como a dupla gerencia o ritmo e a distribuição de bola demonstra maturidade e compreensão mútua que só se adquire com treino e conhecimento profundo das movimentações de cada um.
Se Ancelotti conseguir manter esse padrão de funcionamento nas próximas rodadas contra adversários mais fortes, o Brasil pode contar com um meio-campo extremamente robusto, tanto na defesa quanto no ataque.
Fonte: Trivela
