Foto: Franco Monsalvo / Pexels
Depois do susto na estreia diante de Marrocos, a seleção brasileira reencontrou seu melhor futebol na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, consolidando um padrão de jogo que promete marcar presença no restante da competição.
O que chamou atenção não foi apenas o placar elástico, mas a forma como o Brasil conseguiu executar seu futebol ofensivo com precisão. Contra um adversário que havia dado trabalho à Escócia na rodada anterior, a equipe amarela encontrou espaços com impressionante facilidade, especialmente pelo uso inteligente dos famosos ‘gatos’ — aquele movimento de abaixar para receber a bola e criar superioridade numérica na construção do jogo.
Carlo Ancelotti demonstrou flexibilidade tática ao dosificar os ataques pela profundidade com as tradicionais descidas dos meias para pegar a bola nos pés. A estratégia funcionou porque o Haiti apresentou uma defesa completamente desorganizada, sem a compactação esperada. Ainda assim, a eficiência brasileira em explorar essas fragilidades foi exemplar.
O técnico italiano manteve o 4-3-3 que todos esperavam pela convocação, mas com ajustes fundamentais. O retorno de pontas tradicionais — aqueles extremos que ocupam as laterais do campo — abriu novas possibilidades ofensivas. Essa versão do Brasil que Ancelotti montou tem elementos do melhor futebol ofensivo do país, aquele jogo fluido e inteligente que caracteriza a seleção em seus melhores momentos.
Se antes havia dúvidas sobre qual seria a identidade tática do Brasil nesta Copa, a atuação contra o Haiti respondeu parte dessa questão. Ancelotti encontrou uma fórmula que combina movimentação ofensiva sofisticada com objetividade ofensiva. Resta saber se essa performance se repetirá diante de adversários mais bem organizados, mas o técnico tem motivos para sonhar.
Fonte: Trivela
