Foto: Luis Andrés Villalón Vega / Pexels
A Tunísia não poupou tempo para tomar uma decisão drástica. Após sofrer uma goleada de 5 a 1 da Suécia em seu primeiro jogo nesta Copa do Mundo, a Federação Tunisiana de Futebol anunciou nesta terça-feira (15) a demissão do técnico Sabri Lamouchi, encerrando prematuramente sua passagem à frente da seleção.
O fiasco na estreia no torneio deixou a dirigência tunisiana sem paciência. A performance catastrófica em campo, onde a defesa não conseguiu conter os ataques suecos, selou o destino do francês Sabri Lamouchi. A federação não quis arriscar mais uma derrota embaraçosa nas próximas rodadas da competição.
Para substituí-lo, os tunisianos apostaram em Hervé Renard, também francês e com experiência internacional relevante. Renard já trabalhou à frente da Arábia Saudita e também passou pela seleção feminina da França, carregando consigo conhecimento de diferentes contextos do futebol mundial. Sua missão será praticamente impossível: tentar salvar a campanha tunisiana de um desastre completo.
A decisão de demitir um técnico durante uma Copa do Mundo é rara, mas não inédita. A história do futebol registra outros casos de federações desesperadas que optaram por mudanças radicais em meio ao torneio. Carlos Alberto Parreira, lendário técnico brasileiro, também experimentou esta amargura quando foi demitido durante uma Copa.
Para a Tunísia, o desafio agora é monumental. Renard terá poucos dias para colocar ordem na bagunça defensiva e tentar recuperar a moral de um elenco abalado pela humilhação inicial. Além disso, ele precisará lidar com a pressão de uma torcida decepcionada e uma federação que claramente não tolera mais fracassos.
É um recado claro: no futebol moderno, nenhum trabalho está garantido, nem mesmo em uma Copa do Mundo. O resultado importa mais que qualquer outra coisa.
Fonte: Folha Esporte
