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A Argentina chega à Copa do Mundo de 2026 como a grande favorita, afinal, defende o título conquistado de forma magistral no Qatar há pouco mais de três anos. Porém, nesta terça-feira (16), quando a seleção albiceleste faz sua estreia no torneio, Messi e companhia carregam um peso histórico que assombra praticamente todos os campeões mundiais: a dificuldade de repetir o feito na edição imediatamente seguinte.
A história mostra que ser bicampeão consecutivo é uma tarefa quase impossível no futebol moderno. Poucas seleções conseguiram manter o nível de desempenho e a coesão do elenco após conquistar a Copa do Mundo. O desgaste físico, as mudanças no plantel e a pressão de defender um título costumam ser fatores determinantes para o fracasso de campeões em suas próximas participações.
A Argentina, porém, possui argumentos para quebrar essa maldição. Além da experiência de Messi — ainda atuante apesar da idade —, a equipe mantém a estrutura que funcionou perfeitamente no Qatar e conquistou também a Copa América de 2024. A confiança é diferente quando se vence, e os argentinos sabem exatamente o que fazer para ganhar.
Mas os desafios são reais. A perda de alguns jogadores por lesão ou aposentadoria, o surgimento de novas potências no futebol mundial e a inexorável passagem do tempo sobre atletas que já não estão na juventude são variáveis que podem prejudicar o desempenho da seleção.
A estreia será o primeiro teste de resistência da Argentina nessa jornada. Se conseguir começar com vitória, dará um importante recado: o bicampeonato não é impossível. Caso contrário, a Argentina poderá entrar para a estatística deprimente que acompanha a maioria dos campeões mundiais.
O futebol segue sendo imprevisível, mas uma coisa é certa: o mundo todo estará atento para ver se a Argentina consegue fazer história.
Fonte: Folha Esporte
