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A seleção brasileira começou sua jornada na Copa do Mundo com um resultado que deixou gosto amargo: empate de 1 a 1 contra Marrocos. Longe de ser uma atuação convincente, o time de Carlo Ancelotti viu a imprensa internacional ressaltar os pontos frágeis da equipe, enquanto elogiava a performance defensiva e ofensiva dos marroquinos.
Os repórteres estrangeiros não pouparam críticas à seleção canarinho. O controle de bola foi amplamente dominado pelos africanos, que conseguiram impor seu ritmo durante grande parte da partida. Marrocos trabalhou com inteligência tática, pressionando a saída de bola brasileira e criando dificuldades no meio-campo.
Por outro lado, houve unanimidade internacional em torno de um nome: Vini Jr. O velocista do Real Madrid foi apontado como o melhor em campo pela seleção brasileira, aquele capaz de criar desequilíbrio quando recebia a bola nos pés. Sua velocidade, drible e capacidade de decisão foram destaque nos principais jornais do mundo. A “mágica” do atacante, apesar da falta de efetividade ofensiva coletiva, manteve o Brasil vivo no confronto.
O empate acende um sinal de alerta para o técnico italiano. O Brasil, considerado um dos favoritos à conquista, não conseguiu impor seu futebol de ataque contra um time bem organizado e que soube aproveitar suas oportunidades. A estreia sem vitória já coloca pressão nos próximos compromissos do grupo.
A repercussão internacional evidencia um paradoxo: enquanto Vini Jr. é celebrado como grande esperança ofensiva, o coletivo brasileiro precisa evoluir taticamente. Marrocos saiu do confronto com moral elevado e mostrou que não será um adversário fácil. Para a seleção brasileira, a mensagem é clara: ajustes são necessários se quiser sonhar com o tricampeonato.
Fonte: Folha Esporte
