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A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo com um resultado que deixa mais dúvidas que certezas. O empate em 1 a 1 contra Marrocos, no MetLife Stadium, mostrou uma equipe inconstante, que oscilou bastante ao longo dos 90 minutos de jogo pela primeira rodada do grupo C.
No primeiro tempo, foi praticamente um filme de horror para os brasileiros. Os marroquinos dominaram o jogo com autoridade, explorando a defesa alta da Seleção e aproveitando as vulnerabilidades. Brahim Díaz fez um passe cirúrgico no meio da zaga, e Ismael Saibari não perdeu a chance de cavar um bonito gol para colocar os africanos à frente no marcador.
Mas a Seleção tem Vinícius Júnior. Com um gol de tirar o fôlego, o atacante colocou tudo em seu lugar novamente, igualando o jogo logo depois e injetando ânimo na equipe brasileira. Já na segunda etapa, o cenário mudou completamente. Mais organizada e com melhor circulação de bola, a Seleção controlou as ações, mas não conseguiu criar o suficiente para sair do 1 a 1.
E é justamente nessa alternância de performances que reside a verdadeira lição do jogo. Carlo Ancelotti parece estar em um período de testes, buscando entender como equilibrar duas coisas aparentemente conflitantes: explorar ao máximo o talento individual de seus jogadores — como fez Vinícius — sem deixar a defesa desorganizada e vulnerável, como ficou exposto no primeiro tempo.
O técnico italiano está desenhando seu projeto de forma cuidadosa, sabendo que a Copa do Mundo não permite muitos erros. O empate, portanto, não é apenas um resultado, mas um recado: há trabalho a ser feito, ajustes a fazer, e Ancelotti está justamente mapeando o caminho.
Nos próximos jogos, esperamos ver uma Seleção que combine o melhor dos dois tempos: o ataque criativo de Vinícius e companhia com uma defesa mais compacta e segura. Só assim o Brasil terá chances reais de sonhar alto na competição.
Fonte: Trivela
