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Depois de 16 anos longe dos holofotes da Copa do Mundo, o Paraguai chega aos Estados Unidos com uma missão bem definida: ser o vilão da festa americana. Nesta sexta-feira (12), às 19h (horário de Brasília), a seleção paraguaia enfrenta o anfitrião no SoFi Stadium, em Los Angeles, na abertura do torneio no território norte-americano — um duelo válido pelo grupo D que promete agitar os ânimos.
Desprovidos do status de favoritos, ficando atrás de EUA e Turquia nas apostas, os paraguaios reconhecem a dificuldade mas alimentam esperança legítima. Afinal, o Equador já provou em 2022 que é possível derrotar o país-sede na abertura, quando eliminou o Catar na primeira rodada do Mundial do Catar. A história pode se repetir em solo americano.
A estratégia está clara: aproveitar a ansiedade do time da casa, os shows de abertura que ocuparão boa parte da atenção da torcida e transformar um jogo que deveria ser cerimonial em uma verdadeira batalha tática. O Paraguai tem tudo para ser aquele adversário incômodo que ninguém gostaria de enfrentar na estreia.
O capitão Gustavo Gómez, zagueiro que lidera o grupo, não hesitou em demonstrar confiança e bom humor. “Não sei se o Donald Trump vai estar no jogo, mas acho que vai estar meio triste se nós ganharmos”, brincou o defensor, referindo-se à presença do ex-presidente americano que sempre comparece aos eventos importantes dos EUA.
Com uma defesa organizada e o conhecimento de como incomodar times maiores em Copas do Mundo, o Paraguai entra em campo com a responsabilidade de aproveitar cada oportunidade. Pode parecer improvável diante do favoritismo ianque, mas na Copa do Mundo, como a história nos ensina, improvável nem sempre significa impossível.
Fonte: Trivela
