Foto: Victor Barbosa / Pexels
A Copa do Mundo 2026 vai contar com prorrogação em seus duelos decisivos, mantendo uma tradição que existe desde 1934. Mas não se engane: a regra não vale para todas as partidas da competição. Entender como funciona é essencial para acompanhar o maior torneio de futebol do planeta.
Na fase de grupos, o empate segue sendo o resultado final. Se duas seleções terminarem os 90 minutos com o placar igualado, cada uma fica com um ponto e pronto. Isso faz sentido porque nessa etapa o objetivo é acumular pontuação para avançar, não necessariamente eliminar adversários. A lógica é simples: todos jogam contra todos, e o ranking define quem segue.
Agora, tudo muda quando a competição entra na fase mata-mata. A partir dos 16 avos de final — formato que estreia em 2026 justamente para comportar as 48 seleções participantes — passando por oitavas, quartas, semifinal e final, o empate não é mais aceitável. Aqui, é preciso de um vencedor.
Quando isso acontece, o jogo vai para a prorrogação. Dois tempos extras de 15 minutos cada são disputados, adicionando 30 minutos à partida. Se o placar permanecer igual após esses 30 minutos adicionais, aí sim entra em cena a disputa por pênaltis para determinar o classificado.
Essa divisão de critérios reflete bem a filosofia moderna do futebol. Enquanto a fase de grupos premia a consistência e permite estratégias mais conservadoras, as eliminatórias exigem ousadia e capacidade de decisão sob pressão. Para os torcedores, significa que assistiremos a muitos confrontos emocionantes em 2026, especialmente quando as equipes mais fracas enfrentarem as favoritadas nos 16 avos.
A regra, portanto, garante que nenhum grande time será eliminado por um simples empate. Tudo deverá ser resolvido dentro de campo, o que promete espetáculos à altura do maior evento do futebol mundial.
Fonte: Trivela
